terça-feira, 24 de abril de 2012

No que consiste a vida?

 
No que consiste a vida?
 
Não falo da explicação biológica e nem mesmo nas respostas dadas por cientistas que falam apenas de experimentos e de ciência. Minha questão é mais existencial ou fenomenológica! Você já parou para pensar em como é simples viver? E como é complexo viver? Sabe do que me lembro sobre isso? Sobre Jesus dizendo que se alguém não se tornar como uma criança, não poderá herdar o r...eino dos céus! Parece que esta é a chave. Não é uma questão teológica de saber o que é tornar-se uma criança. Deus escondeu esta verdade dos "sabedores". É simples assim: VIVER É VIVER, E GOSTAR DO QUE SE VIVE! É CONTENTAR-SE COM O QUE SE TEM SEM QUE ISSO SIGNIFIQUE PERDER O QUE QUER! PARECE DIFÍCIL? MAS É FÁCIL, FÁCIL! Quando relia O Pequeno Príncipe, isso ficou mais claro e simples: PRECISAMOS SER CRIANÇAS para entendermos a vida! Nosso Mestre, Jesus Cristo já nos ensinou isso, mas parece que alguns adultos se recusam a ver nas palavras de Cristo a simplicidade! Não quero estar entre estes adultos, mas ser criança!
Feliz semana a todos os que se dispuserem a ser crianças! E o reino de Deus será em Nós!!!

Queremos o que desejamos?



Queremos o que desejamos? Esse é um tema discutido por Jorge Forbes. Em nossas contradições e em nossos atos falhas deixamos escapar o que queremos de fato. Olhar as intenções de nossos atos, focarmos naquilo que de fato intencionamos parece ser a chave para não nos enganarmos a nós mesmos. Quando provocamos alguém, insultamos, agregamos, apaixonamos, por meio destas linguagens subjazem falas impronunciáveis. O processo analítico desnuda essas falas. Isso assusta alguns que temem serem descobertos como HUMANOS, pessoas que não são completas e em suas imperfeições buscam uma formam de compensar por meio do sofrimento. Gilberto Safra, ao falar sobre o sofrer, o atribui freudianamente ao ato do neurótico. O doente não sofre!!! Daí retornamos a Forber: Queremos o que desejamos? Ao buscarmos não sofrer, desejamos adoecer. O Doente é o louco!!! De fato queremos ser loucos? Pensemos nisso: sofrer dói, mas é uma forma de vivenciarmos nossa dor, que precisa ser expressada. Na análise, expressamos a dor e por isso não precisamos somatizá-la!! Se está sofrendo, procure um analista e permita-se descobrir o que de fato quer!! Um dia uma paciente me disse que não suportava mais sua mãe. Perguntei: se ela morrer é melhor? Ela disse enfaticamente: Nunca! Amo minha mãe! Desejava a morte da mãe , mas não suportava a culpa desse desejo!! As dores e depressão vinham como compensação, castigo pelo desejo horroroso de matar a mãe! Tirar seu sofrer era aleijá-la. Ela precisava não de parar de deprimir, mas de entender o que desejava e o que queria!!